sexta-feira, 9 de março de 2012

VB Tip: Básico sobre programação, variáveis, e POO

Olá.
À pedidos, criei a primeira videoaula voltada para quem ainda não tem conhecimento sobre a programação, e que se interessa em aprender sobre.

Como dito anteriormente, esse blog é voltado tanto para a programação básica quanto para a programação hardcore.



Este artigo servirá como complemento do vídeo.

http://lh5.ggpht.com/-qQ75QrpXyIQ/T1klD-AwI1I/AAAAAAAAAj4/zLiJTnB5LLg/header-indice.png
  1. O que é programação?
  2. O que programação tem em comum com a Matemática?
  3. Por quê programar?
  4. O que preciso saber para programar?
  5. Em qual linguagem programar?
  6. Freelancing ou emprego fixo em empresas de software, qual escolher?
  7. Programar é fácil?
  8. Qual a diferença entre linguagens de alto nível e linguagens de baixo nível?
  9. Criar páginas web ou criar programas para desktop?
  10. Classes e POO: O que são?
  11. Variáveis: o que são, e como funcionam?
  12. Estruturas de condição e repetição
  13. Criando o primeiro projeto: uma calculadora simples


O que é programação?
O termo "programação" tem vários sentidos, mas dentro do contexto de informática, "programação é o processo de escrita, teste e manutenção de um programa de computador. O programa é escrito em uma linguagem de programação, embora seja possível, com alguma dificuldade, escrevê-lo directamente em linguagem de máquina. Diferentes partes de um programa podem ser escritas em diferentes linguagens." (Fonte: Oficina da Net)

O que programação tem em comum com a Matemática?
Tudo. Podemos dizer que a programação é um tipo de matemática, voltada para aplicações desktop e web. A programação utiliza variáveis, constantes e funções, da mesma forma que na matemática. O primeiro computador, por assim dizer, foi o ábaco, que nada mais era que uma calculadora. Um computador nada mais é do que uma calculadora, uma vez que realiza milhões e até bilhões de contas por segundo. A programação utiliza também base decimal, hexadecimal, binária e octal, nos códigos. Enfim, na prática, a programação nada mais é do que cálculo.

Por quê programar?
Com o avanço da tecnologia e a adaptação das leis e das empresas para com essas novas tecnologias, a cada dia torna-se mais importante saber pelo menos o básico da informática, e esse básico não se restringe à mexer em planílhas do Excel ou em acessar webchats. Toda pessoa que se inicia na informática deveria saber, pelo menos, o básico de algorítmo e programação, não para criar programas, mas para saber como a máquina funciona e saber resolver problemas básicos, como, por exemplo, remoção de um vírus ou instalação de um programa. Já para quem quer criar aplicativos ou mesmo sistemas, já é necessário saber além. Saber sobre as classes, sobre as estruturas de condição, sobre a POO (Programação Orientada a Objeto) é fundamental para se saber programar.

O que preciso saber para programar?
Primeiro de tudo é fundamental saber como funciona o próprio computador. Ser curioso e investigar sobre cada processo que roda no próprio computador, saber sobre o sistema operacional, e também saber a parte de hardware, saber basicamente como funciona o processador, o HD, a placa-mãe, enfim, é necessário conhecer o próprio computador antes de programar para outros computadores. É necessário saber também que cada computador tem as suas configurações de acordo com o usuário e com as configurações e características de hardware, como, por exemplo, modelo de processador, memória RAM, e velocidade de clock. Por isso, um programa que rode em seu computador não irá, necessariamente, rodar no computador de um amigo ou no notebook de um colega de trabalho. Portanto, é necessário criar programas que se adaptem às configurações de cada computador e criar versões para x86 (sistemas de 32 bits) e x64 (sistemas de 64 bits), que explicarei no próximo artigo. A curiosidade é mãe do conhecimento. Se essa curiosidade resultar em falhas, não tem problema: nós, seres humanos, aprendemos com essas falhas. É necessário errar para saber não errar novamente nas mesmas circunstâncias.

Em qual linguagem programar?
Há quem diga que C++ é melhor que Ruby ou VB, assim como há quem diga que distros Linux são melhores que Windows. Entretanto, o sistema operacional e linguagem não importam para saber programar. Para quem vai trabalhar com a programação e está no nível intermediário ou avançado/hardcore do conhecimento de programação, vai um conselho: há quem diga que a melhor linguagem é aquela que paga mais e, atualmente, Java, Python e C++ estão com mais "moral" no mercado, isso porque estão surgindo e imperando novas tecnologias portáteis, como Android (Google) e o Windows 8 (Microsoft), além de sistemas operacionais da Apple, tanto portáteis quanto para desktop (Macs, Mac OS X, Lion, etc.).
Entretanto, para quem está iniciando na programação, recomendo iniciar com linguagens simples e fáceis de programar, como Visual Basic, Delphi ou qualquer outra linguagem RAD (do inglês Rapid Application Development, Desenvolvimento rápido de aplicativos) e que permita arrastar controles e "debugar" o código.

Freelancing ou emprego fixo em empresas de software, qual escolher?
Fica à critério do programador. Enquanto no emprego fixo você tem garantia do salário todo mês, no freelancing você trabalha de modo autônomo e pode escolher o horário e dia da semana que você pode programar e não fica se estressando com sistemas de terceiros (a vida de um programador não é fácil, mesmo que muitos imaginem que seja).

Programar é fácil?
Depende. O que pode ser fácil para mim pode ser difícil para você, e vice-versa. Isso depende principalmente do quê a pessoa pretende fazer profissionalmente, e com qual área (exatas ou humanas) se tem mais interesse. Uma pessoa que lida bem com matemática ou física com certeza se dará bem com programação, uma vez que ela já está acostumada com variáveis, funções e fórmulas, e a programação não foge disso. Isso também vai depender da linguagem escolhida. Existem dois tipos de linguagens de programação: linguagens de alto nível (onde se incluem, C++, Cobol, Python e até VB) e linguagens de baixo nível (onde se inclui o Assembly e C, ambos não apresentam nenhuma ou pouca forma de abstração (como classes)). Irei explicar sobre alto nível e baixo nível, adiante.

Qual a diferença entre linguagens de alto nível e linguagens de baixo nível?
Linguagens de alto nível oferecem maior quantidade de abstrações, principalmente, a criação de classes.
Em Assembly e C, não existem classes, logo, não há formas de abstração.
Abstração vem de abstrato, algo intangível pelo processador, simplesmente porque pode ser algo tangível na realidade. Um exemplo é a criação de uma classe chamada Pessoa (que inclusive está exemplificada na vídeoaula), que é intangível pelo processador sem ser compilada e/ou interpretada, mas que é tangível por nós.

Criar páginas web ou criar programas para desktop?
Muitas pessoas acham que a criação de páginas web (sites como este, ou Wikipedia, ou Orkut, ou Facebook, etc) é diferente da criação de programas desktop (como MSN, Windows Media Player, Excel, Word, Bloco de notas, ou para usuários linux: GEdit, Nuvola Player, aMSN, Pidgin, OpenOffice, BrOffice), mas não é. A criação de páginas web envolve Javascript, ou mesmo o HTML e o CSS, que nada mais são do que linguagens de programação. A diferença é que as linguagens web não têm contato direto com todos os recursos que o computador do cliente pode oferecer. Por exemplo, um site não tem como acessar arquivos em seu computador, usando ActiveX, sem sua permissão e consentimento.


Agora, veremos sobre o conceito de classes.

Classes e POO: O que são?
A Programação Orientada a Objetos (POO) é um paradigma de análise, projeto e programação de sistemas de software baseado na composição e interação entre diversas unidades de software chamadas de objetos. (Fonte: Wikipédia). A POO permite a abstração, e, consequentemente, a criação de classes e instâncias destas (objetos), daí, Programação Orientada a Objeto.
Darei um exemplo presente no vídeo:
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Acima, temos a classe Pessoa com suas propriedades (Nome, Data de nascimento, etc).
Criaremos instâncias dessa classe:
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Como você pôde reparar, podemos criar uma árvore genealógica com a classe Pessoa. Isso porque a classe Pessoa faz referência circular à ela mesma (Dim Mãe As Pessoa e Dim Pai As Pessoa).

Uma classe pode ser criada com base em outra classe, ou seja, esta nova classe poderá herdar as funções, propriedades e eventos da classe pai. Vejamos um exemplo do vídeo:
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Lembra-se das aulas de Biologia do Ensino Médio? Na Taxonomia, classificação dos seres vivos, existe o gênero Canis (Reino: Animalia, Filo: Chordata, Classe: Mammalia, Ordem: Carnivora, Família: Canidae, e Gênero: Canis). Dentro deste gênero, existem três animais conhecidos: cachorro, lobo e coiote. Como quase tudo em todas os ramos e disciplinas pode ser representado na informática, iremos representar as três principais espécies do gênero Canis. Para isso, criaremos três "classes" que herdam desta classe Canis(não confundir classe biológica com classe programática):
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Veremos agora o básico da programação: o conceito de variáveis, e como são armazenadas.

Variáveis: o que são, e como funcionam?
Na matemática, as variáveis contém valores. Na programação, não é muito diferente disso. As variáveis em si não guardam dados: guardam, na verdade, um ponteiro para aqueles dados.
Você pode estar se perguntando: "ponteiro?". Irei explicar: todos os dados no seu computador, sejam os programas ou seus comandos, são guardados na memória RAM.
Vamos imaginar a memória RAM como sendo uma enorme rua: cada casa, tem um endereço próprio.


Pois bem, cada casa desta, contém 8 pessoas. Essas 8 pessoas, são os 8 bits do byte. A casa é o byte e as 8 pessoas ali dentro são os bits. A variável, seria o carteiro que entrega as cartas e recebe as cartas dessas pessoas. Para isso, ele precisa saber aonde estão essas oito pessoas, para poder entregar ou receber essas cartas no endereço correto. Dados maiores que 1 byte (como word, ou dword) são armazenados em 2 e 4 casas, respectivamente, mas cada uma com o mesmo número de moradores.
A variável, está localizada em um ponto da memória (mais precisamente em quatro casas desta enorme rua, pois ocupa 32 bits) e contém, como valor, o endereço dos dados que ela aponta.

A seguir veremos algumas estruturas da programação, como, por exemplo, condições (if) e repetições (for, while).

Estruturas de condição e repetição
Para fazer comparações entre dados, existem as estruturas de condição. São duas: IF e Select Case. Veremos primeiro a estrutura IF.
A estrutura IF (em português, "se") pode se apresentar de quatro formas: If..EndIf, If..Else..EndIf, If..ElseIf..EndIf e If..ElseIf..Else..EndIf. Veremos cada uma:
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Esses foram alguns exemplos da estrutura IF. Agora, veremos outra estrutura: A estrutura condicional Select Case.
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A estrutura condicional Select Case pode se apresentar com o Case Else (quando nenhum dos casos corresponde ao valor) ou sem o Case Else.

Veremos agora, as estruturas de repetição: For e While.

For: estrutura de repetição em que se tem um valor de vezes em que o código será executado:
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While: estrutura de repetição onde não se há um número exato de vezes em que o código será executado.
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Essas características (while para quantidade indefinida de execuções ou for para quantidade conhecida) não são regras, ou seja, você pode usar o for para quantidades indefinidas de execução de código, ou o while para quantidades conhecidas.

Agora veremos sobre o projeto da Calculadora.
Criando o primeiro projeto: uma calculadora simples

Agora que temos uma noção básica de o que é e como funciona a programação, criaremos o nosso primeiro projeto em Visual Basic 2008: uma calculadora simples.
Antes de tudo, temos que ter o VB2008 instalado na máquina. Entre na página da Microsoft do VB2008 (cujo link é http://www.microsoft.com/visualstudio/en-us/products/2008-editions/express), procure por "Visual Basic 2008 Express Edition with SP1" e clique. Uma dropbox irá aparecer (caixa de seleção de itens). Escolha "English" e clique em "Free Download". Um arquivo pedirá para ser baixado, baixe-o e o execute. O arquivo chama-se vbsetup.exe. Mas não se preocupe: é um programa confiável da Microsoft. No instalador, vá clicando Next até que ele baixe os componentes necessários para a instalação (detalhe: aproximadamente uns 100MB serão baixados, ou seja, se você não tiver uma boa internet, execute o instalador de manhã para terminar à noite). Após o download concluir, provavelmente aparecerão mais telas e vá clicando em "next", até que a instalação seja concluída. Após isso, vá em Iniciar e procure pelo Visual Basic 2008. Na primeira execução ele pedirá que você registre o produto mas não se preocupe: ele só vai abrir uma página para que você coloque quais as intenções para com o programa. Prefira colocar que servirá para estudos (Student). Após a etapa do preenchimento das informações na página, ele dará uma chave. Use ela para licenciar o programa, que é totalmente gratuíto.

Caso tiver o VB2008 já instalado, pule para este parágrafo.
No vídeo, ele vai ensinando como criar a calculadora. Abaixo, disponibilizarei o código-fonte do programa (o que fará a nossa calculadora funcionar):

O projeto, pronto e compactado, se encontra em https://skydrive.live.com/redir.aspx?cid=b278d5e7a71b5dca&resid=B278D5E7A71B5DCA!165&parid=B278D5E7A71B5DCA!101&authkey=!AKPBZC3j_lEkJz4 (pasta do Windows Live SkyDrive. Baixe o arquivo zip "Tutorial-Blog_Diego_Silva-Calculadora_Simples").

É isso, pessoal.
Em breve postarei mais artigos.
Qualquer dúvida, sugestão ou reclamação, contate-me pelo Fale Conosco lá em cima.
Até o próximo artigo!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

SOPA e PIPA: O fim da privacidade na internet

Primeiramente, gostaria de fazer um esclarecimento.
O Blog Diego Silva tem como tema a postagem de tutoriais e vídeo-aulas de programação. Entretanto, uma causa maior pede que hoje eu saia do padrão do Blog e poste algo necessário.



Acredito que muitos leitores do Blog já tenham ouvido falar esses dias sobre o SOPA: Stop Online Piracy Act, e talvez sobre o PIPA: Protect IP Act.

Pois bem, esses projetos, em votação na Casa Branca, visam acabar com a privacidade que se tem na internet, e com toda forma de pirataria. Isso significa que, além de não podermos mais baixar conteúdo P2P (músicas, programas crackeados, filmes ripados, etc.), também não poderemos mais usar apelidos na internet de forma a ter um pouco de anonimato.

Imagine uma internet aonde seu IP e seu RG seriam totalmente ligados e únicos, e qualquer um saberia quem é você através de seu IP. E para você que também é dono de um blog, imagine que alguém comente algo de forma a prejudicar alguém, e a culpa acabe caindo em cima de você dono do blog. Pois é, essas são a realidade do SOPA e do PIPA.

Muitos sites e blogs estão contra tais projetos, e inclusive, Wikipedia e outros grandes sites como WordPress, Mozilla, Facebook, Google, Twitter, entre outros, iriam sair do ar por um dia, em protesto contra esses projetos da Casa Branca. E o Blog Diego Silva aderiu ao protesto. Mas não se preocupe, o Blog Diego Silva não sairá do ar.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

VB Tip: Conceitos de socket, conexão entre dois aplicativos remotamente.

Olá.
Devido à uma dúvida sobre o assunto na comunidade do orkut Visual Basic Brasil, irei postar hoje sobre soquetes e como se dá a conexão entre dois aplicativos (pois não só ocorre conexão entre dois aplicativos de computadores diferentes como também pode ocorrer a conexão entre dois aplicativos de um mesmo computador, como em muitos casos).

É notável que existe pouca informação prática na internet a respeito de como utilizar soquetes de conexão no Visual Basic, e isso com certeza deixa na dúvida aqueles que querem criar desde um simples programa de bate-papo até aos que querem criar seus próprios sistemas de VNC. Este artigo irá ajudar os dois casos (claro, neste artigo irei tratar apenas do envio e recepção de informações entre soquetes; um sistema de VNC muito provavelmente eu farei, em outro artigo).

Índice:
  1. Conceito
  2. Protocolos: TCP e UDP. Qual usar?
  3. Conexão entre dois computadores ou dois aplicativos
  4. Colocando em prática: projeto

Conceito

Primeiramente, vamos saber como importar o controle de soquetes para um projeto do Visual Basic. Com o projeto aberto (não pode ser DLL, somente Standard Exe ou ActiveX EXE), pressione Ctrl+T, ou clique com o botão direito na barra de ferramentas do VB6 (aonde estão a textbox, listbox, entre outros) e selecione Components...
Abrirá a seguinte janela:



Feito isso, procure por Microsoft Winsock Control:


Caso não estiver com aquele V do lado esquerdo ao Winsock (em outras palavras, caso o Winsock não estiver marcado), marque-o. Feito isso, clique em Aplicar e Ok.

Repare na barra de ferramentas do VB que surgiu um novo controle, de dois monitores, um verde e outro azul, cada um em cima de uma gabinete, e conectados com um fio vermelho:

Com isso, coloque uma instância do novo controle no form (clicando duas vezes no controle). Nomeie-o para "ws".

Assim, o controle fora totalmente importado para o projeto e estará disponível para uso. Abaixo veremos conceitos de protocolos.

Protocolos: TCP e UDP. Qual usar?

Com a importação do novo controle, reparamos a propriedade protocol e seus dois valores: TCP e UDP. Nesta seção aprenderemos brevemente sobre cada um e qual é o mais apropriado para o projeto. Para quem não gosta de textos longos e descritivos ou quem gosta de textos práticos, pule para o quarto parágrafo seguinte a esse.

TCP e UDP são os protocolos mais usados na internet para conexão com outro computador. O TCP (Transmission Control Protocol) é um protocolo sob o qual se assenta o núcleo da internet (Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Transmission_Control_Protocol). Nele se há a certeza da integridade dos dados, ou seja, sabe-se que os dados chegarão inteiros ao outro lado, às vezes cortados, mas sempre inteiros. Serve para transmissões HTTP (HyperText Transfer Protocol), FTP (File Transfer Protocol) e vários outros protocolos de comunicação. Uma desvantagem do TCP é a latência, uma vez que primeiro há de se ter uma confirmação da integridade dos dados antes de prosseguir, o que torna o fluxo de dados lento.

Já o UDP (User Datagram Protocol) é um protocolo largamente utilizado em compartilhadores P2P famosos como o Ares, eMule e outros do gênero (também usam TCP). Com ele não se há a certeza de que os dados irão chegar do outro lado. É usado para casos em que se admite uma perda de dados. A vantagem do UDP é a simplicidade do cabeçalho de comunicação (Porta de origem, porta de destino, mensagem e checksum) e a rapidez com qual os dados são transmitidos (pois não necessita de Acknowledge, ou seja, não precisa de confirmação da chegada e integridade dos dados), entretanto, a desvantagem é que a transmissão de arquivos sem um protocolo de comunicação específico torna-se perigoso, uma vez que um programa, por exemplo, irá chegar corrompido, devido a não-integridade dos dados.

A maioria das (se não, todas as) placas de rede têm em seu firmware por padrão o protocolo TCP, o que torna possível o processamento dele em modo de hardware, assim sendo mais rápido que o processamento em software. Além do mais, é o protocolo mais confiável para a camada de internet, com qual temos de ter a certeza da integridade dos dados enviados ou recebidos.

No nosso caso do Visual Basic, recomendo usar o protocolo TCP, que já vem por padrão selecionado no Winsock. Alguns comandos entre TCP e UDP do Winsock são diferentes. Exemplo: o comando Listen do TCP equivale ao Bind do UDP. Enfim, deixe o protocolo TCP selecionado no winsock.

Na próxima seção veremos sobre o conceito de conexão entre dois computadores ou dois aplicativos de um mesmo computador. Você pode pular para o parágrafo com parte prática, em negrito.

Conexão entre dois computadores ou dois aplicativos

Para uma conexão ocorrer, é necessário abrir portas. Um soquete conectado não consegue receber outro cliente, pois já está conectado a um cliente. Podem existir várias portas locais com um mesmo endereço (exemplo, várias portas com o número 500) desde que as existentes estejam já conectadas (com exceção para o Svchost.exe do Windows, que estranhamente tem duas portas locais com mesmo valor mas ambas estão ouvindo). O porquê disso é: imagine duas instâncias diferentes do Winsock ouvindo na mesma porta. Se um cliente se conecta à essa porta, haveria um conflito: qual deles irá atender aquele cliente, uma vez que os dois estão programados para aceitar um cliente quando este se conectar e uma vez que ambos estão atuando na mesma porta? O mais rápido?

Agora imagine uma situação diferente: uma instância de soquete está atuando em uma porta. Quando um cliente se conectar àquela porta, além dele aceitar a conexão com o cliente, ele irá criar outra instância, que atuará na mesma porta ouvindo. Pois bem, um cliente se conecta àquela porta, e o soquete irá criar outra porta, com o mesmo número, e ouvirá ali. Assim, se outro cliente fizer o mesmo processo do primeiro cliente, conseguirá se conectar, mas em outra instância do soquete do aplicativo. Esse é basicamente o sistema que um servidor web (Apache, IIS) usa: um site como o Google é amplamente usado e deve receber em média 100 conexões por segundo. Como citado na segunda frase do primeiro parágrafo, um soquete conectado não consegue receber outro cliente, assim, o aplicativo de servidor HTTP do Google (que provavelmente não é terceirizado, ou seja, provavelmente foi desenvolvido pela própria equipe do Google, mas para uso apenas da empresa), a cada conexão nova, cria uma nova instância do soquete web, atuando na mesma porta (80). Quando um cliente desconecta, aquele soquete é destruído, entretanto, sempre há de permanecer um para ouvir e atender aquela porta. Mesmo que por um segundo ninguém (e nada) esteja acessando o Google, ainda sim haverá de ter um soquete atuando na porta 80 do servidor do Google, prestes a atender uma nova conexão.


Na próxima seção, veremos sobre os dados transmitidos pelo Winsock.

Tipos de dados no Winsock

Os dados, sejam eles no computador ou na rede, são matrizes de bytes estruturadas. No Winsock, podemos enviar qualquer tipo de dado, e o outro pode receber em qualquer tipo. Serei mais específico: O soquete pode enviar dados em forma de matriz de bytes, em forma de texto (string), em forma de uma variável de integer, variável de byte, variável de string, variável de string fixa (Dim Mystring As String * 5). Na recepção dos dados, pode-se receber em forma de matriz de bytes, em forma de texto (string), enfim, da mesma forma. Recomendo enviar e receber sempre em forma de matriz de bytes.

Na próxima seção, criaremos um exemplo prático utilizando winsock. Enviarei e receberei dados em forma de string, por ser uma forma de transmissão de texto puro.

Colocando em prática: projeto

Direto ao ponto, criaremos um simples programa de bate-papo de apenas um cliente só, utilizando esses conceitos.

Você pode baixar o projeto pronto (zipado) em: http://dl.dropbox.com/u/47975575/Tuto_Sockets.zip.

1) Abra o Visual Basic 6.
2) Inicie um projeto do tipo Standard Exe.
3) Importe o controle Winsock.
4) Crie uma instância dele no form (também ensinado na seção "conceitos").
5) Nomeie o controle winsock para "ws".
6) Crie no form: Cinco textboxes, Cinco labéis, Dois options, Um botão, Um timer. De modo que fiquem posicionados e identificados deste modo:


No código:


Para executar o processo será necessário compilá-lo e rodá-lo em duas instâncias. Entretanto, se tiver dois ou mais computadores, rode o mesmo projeto nos dois computadores.
No campo de Host, caso o servidor esteja em outra instância em seu computador, digite 127.0.0.1 (endereço de ip local). Caso o servidor esteja em outro computador de rede local, digite o ip do mesmo (você encontra na lista de DHCP do roteador).

É isso, pessoal.
Dúvidas, sugestões de artigos, só enviar por email (twitter_diegorw@hotmail.com), twitter (@diegojsRW) ou pelos comentários daqui do blog.
Até o próximo artigo.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

VB2008 Tip: Letreiro Digital

Olá.
Hoje irei fazer algo inédito na história do Blog Diego Silva: irei postar um tutorial -- O primeiro tutorial -- sobre VB2008! Isso mesmo, por mais que eu não goste do VB2008 pela questão de funcionar somente com Framework de mais de 30MB de tamanho, é uma linguagem que vem se tornando bem popular no mundo da programação, por suportar mais funções e recursos que VB6, e isso eu não nego.

Bom, vamos ao tutorial. Passarei aqui um código para criar um letreiro digital e desenhá-lo em uma Picturebox.

Tutorial


Como no artigo anterior, fiz uma video-aula para ensinar passo a passo.


Projeto zipado


O projeto zipado encontra-se no link http://www.youtube.com/redirect?q=https%3A%2F%2Fskydrive.live.com%2F%3Fcid%3Db278d5e7a71b5dca%26sc%3Ddocuments%26uc%3D1%26nl%3D1%26id%3DB278D5E7A71B5DCA%2521156%23&session_token=Woh5PXNZ_OxGBLnGmLFx46hO7ih8MTMxNDc0OTkxNEAxMzE0NjYzNTE0 (Link de pasta do skydrive). Lembrando que é necessário ter o .Net Framework 4, que pesa míseros... 51MBs!! Arquivo este que você tem que repassar juntamente com seu programa no instalador se você não distribuir o código fonte junto com o aplicativo ou se o cliente não tiver (e com certeza não terá) o Framework.

O código a ser adicionado é o seguinte:


No form:

É isso pessoal.
Se quiserem podem livremente enviar sugestões de artigos e matérias para o meu Twitter, para o email, ou aqui mesmo no blog, seja de VB.net, vb6, delphi7, C# (isso mesmo, C#) ou VisualC++.
Até o próximo artigo!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

VB Tip: Imagens transparentes

Olá.
Neste artigo ensinarei como inserir imagens transparentes em uma picturebox e principalmente, como carregar e usar imagens sem que elas sejam de resources ou de arquivos.
Para tanto, criei o primeiro tutorial em vídeo para o Blog Diego Silva.

O projeto zipado encontra-se em https://skydrive.live.com/?cid=b278d5e7a71b5dca&sc=documents&nl=1&uc=1&id=B278D5E7A71B5DCA!154 (pasta do SkyDrive).
É isso pessoal. Até o próximo artigo.